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Sábado, 14 de junho de 2014.
E lá se foi a Sexta-Feira, 13 de junho de 2014.
Pensei assim: Porque essa inquietude, essa raiva, essa aflição, essa briga com o mundo, essa vontade de matar um esguelado e vontade de sumir no espaço sideral, justo agora?
Sinceramente, não sei explicar.
Nós, humanos racionais (mas as vezes irracionais) somos assim. Movidos por sentimentos e emoções. E elas as vezes são incontroláveis (o que nos torna as vezes irracionais). E como é complicado quando isso é com o outro, aquele que mora com a gente, que namora com a gente, que vive com a gente, que nasceu com a gente. Lidar com as nossas emoções a flor da pele é fichinha perto disso, e digo porque.
Eu, você, o astronauta da Nasa, sabemos lidar com uma dor de barriga no meio da rua que dá na gente, e sem perspectiva de achar um banheiro. Sabemos como nos virar num outro país que nem sabemos como é o idioma. Sabemos fritar um ovo quando não tem nada pra comer. E isso por mais complicado que seja, sabemos lidar.
Mas quando é o outro que tá com você, no centro da cidade, no meio da muvuca, e sente aquela dor de barriga forte, ou quando num outro país, você conhece o idioma e de repente seu amigo se enfia numa dessas lojas de souvenir e não sabe nada versus nada, tipo nem falar bom dia (acho que isso poderia ser na Russia), ou quando você vai na casa da sua namorada ou namorado e a pessoa não sabe nem acender o fogão (acredite, existem pessoas assim).
É facil criticar, facil zoar, é facil demais apontar o dedo ou até rir da pessoa.
Mas experimenta acontecer o inverso? Ser você a pessoa que passa por apuros. Nossa, te garanto, a raiva vai subir com tanta força que nem você vai acreditar. E ai vem aquela enxurrada de palavras que você nem sabe porque esta falando. Mas logo depois, vem a culpa, a desolação pela raiva sentida. E você descobre que sus frustrações, suas raivas, suas angustias são somente e unicamente sua. Soltar o verbo com o outro, além de ser um ato insano, pode causar efeitos piores do que aqueles que a raiva propociona em nós.
E justo agora, quando estou naquela fase que muitos diriam - meu, to de cara com você - me pego assim, incontrolavelmente louca e insana. E justamente numa sexta-feira treze.
02:42
Sábado, 14 de junho de 2014.
E lá se foi a Sexta-Feira, 13 de junho de 2014.
E lá se foi toda angustia e toda raiva depois de horas quieta no meu canto. E entendi que, minha vida é minha vida, e a sua é a sua. A gastrite quem vai ter sou eu, e não você.
Então - meu, to de cara comigo mesma. Fala sério, que fase, ehn??
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