segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vidinha

Quando a gente usa algumas palavras, algumas delas podem ter um significado pra você e outro pra mim. Eu posso usar ela de forma corriqueira e pra você pode ser usada somente em ocasiões especiais.

Usar a palavra "humilhar" pra mim, me remete aos meus tempos de adolescente, em que eu realmente me submetia a qualquer coisa, para conseguir a atenção das pessoas. Essa era a denotação da palavra pra mim. Pros outros pode ser que não era.

Usei essa palavras a umas três semanas atras, e ela me remeteu aquela época e, pra mim, ela estava significando me submeter a ideias e pensamentos dos outros em prol de conseguir alguma coisa. Mas acontece que ele não ve por esse lado. A palavra tem outro significado para ele. E é ai que tudo começa a desgringolar.

Duas pessoas podem ter o mesmo objetivo, mas procuram de forma diferente. E isso não dá pra mudar. Mas dá para adaptar. Será que duas pessoas conseguem conviver dessa forma? Uma pensando diferente da outra.

Por um tempo cheguei a acreditar que somos seres adaptáveis. Que quando estamos com alguem - seja amigo, namorado ou marido - se nós quisermos nós podemos sim nos adaptar ou pelo menos entender o lado oposto. Hoje eu já não sei. Eu posso ser assim, mas quem me garante que você também é assim?

Minha vida é assim: Sou confusa, tenho problemas com ansiedade, nunca fui uma garota normal, tenho sonhos, quero ser grande, ser rica, ter sucesso. Mas eu não faço muito esforço. Percebi hoje que as coisas acontecem pra mim sem eu precisar fazer nada, e me toquei que se eu me esforçar um pouco, posso conseguir muito!

Percebi também que é muito melhor agir pela sua vida do que pela vida dos outros. Se ele saiu eu vou sair tb. Se ele foi pra balada, eu vou pra balada tb. E o sentido maior de tudo - a diversão - acaba. Aos poucos, vou deixando de fazer as coisas pros outros, e faço pra mim mesma, mas sem deixar os outros de lado. Fui taxada de egoista e que eu decepcionei uma pessoa por não ter sido mais companheira. Eu sei que alguns amigos me chamariam de egoista pq simplesmente eu evaporo do mapa, mas eu penso que existem afinidades. Eu posso gostar muito de vc, mas nossos programas não combinam. Pode ser um problema isso??? Pode....hj to tentando entender porque meu amigos em sua quase totalidade, são mais novos que eu.

To viajando demais e isso vai ficar sem nexo nenhum. Minha mente ferve por descobertas, mas sobre mim! De como lidar com relacionamentos, com as pessoas, e aprender a trata-las melhor.

Acabei de ver um filme - 500 dias com ela. Acredito em destino e que nada acontece por acaso. Pois bem, o filme apareceu no momento certo. Exatamente como deveria ser. Me deu vontade de chorar, porque estava vendo minha vida lá. Não 500 dias, mas 90 dias. E o final? Bem....o meu não sei se aconteceu.....ainda......mas a vida tá ai pra gente fazer acontecer.

Sem mais por hj.

Muito sono.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Me deu uma saudade dos disquinhos de historinhas que eu ouvia qdo eu era pequena.....


Tinha uma musica do Caetano Veloso - Felicidade - eu voava no meu pensamento, eu imaginava aquela terrinha que ele tanto cantava.....



Suspiros

Minha vida sempre pareceu uma eterna confusão: Meu cabelo não era igual ao de ninguém, eu nunca consegui ficar 5 minutos sentada na carteira da escola, minha amizades não passavam de um ano, tudo cronometrado pelo meu relógio de aviso de emergencia, até meus 15 anos as pessoas chegavam em mim por algum interesse nunca por afeto, ter uma irmã bonitona foi barra pesada. Parecer Jackson Five foi meu maior pecado, juntamente com a cara de abacaxi que me perseguiu durante minha adolescencia. Me humilhar, para garantir que pelo menos eu tivesse 5 amigas que eu pudesse chamar de "melhores amigas".

Acho que por ter passado por tudo isso (que é uma visão bonita e nada conturbada) eu nunca consegui identificar o que eu queria fazer da minha nada mole vida. Sempre quis ser jornalista, mas meu pai (ele não se lembra disso, pq segundo ele, ele nunca faria isso) não achava uma profissão digna e me fez "ver" que ia morrer de fome. Foi ai que a coisa desandou. Escolhi minha futura profissão na sorte - abri o manual da fuvest de 1992 e deu publicidade e propaganda. Li um pouco a respeito e gostei. Mas obvio que não se escolhe algo assim e obvio que tudo desandou. Primeiro o medo de procurar empreso, segundo a comodidade, terceiro achar que tuo cai do céu e quarto, e mais importante, nunca acreditei em mim.

E é agora que a historia muda de figura, e é agora que eu preciso ter um norte definitivo. De todos os meus anos de vida, esse talvez foi o mais conturbado e o mais revelador. Aprendia a me dar valor, aprendi que existem pessoas maravilhosas nesse mundo, que nada é para sempre, e que existe vida além do arco-iris.
Mudei pra Joinville e aqui eu pude começar uma vida nova, sem padrões, sem expectativas, somente com o sonho de me tornar alguem que eu pudesse me orgulhar. Foi quando me torni professora, quando comecei a trabalhar em escolas, e foi que eu percebi que eu gosto disso, de ensinar, de passar conhecimento, de conhecer as pessoas, de se adaptar a elas.
Hoje, eu trabalho numa escola que está crescendo e tenho oportunidade de me especializar em marketing educacional. Entender o adolescente e a função da escola. Hoje faço pós em Gestão Escolar - por hora acho que não tem nada a ver, mas meu projeto de pesquisa é sobre o marketing e é isso que eu quero! O que eu vou conseguir com isso? Só depende de mim saber.
E nesse meio tempo, nesse ano aprendi a amar, a desamar, a não acreditar em mais nada. E quando eu menos acreditei, apareceu alguém.....eu tenho a sensação de que é pra sempre....mas como diz a musica da Cassia Eller, "Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba... mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando penso em alguém, só penso em você, e ai então, estamos bem...."
Mas ele apareceu numa hora em que eu não vou me humilhar pra conseguir o amor dele. Eu finalmente conquistei alguem que eu queria a anos conquistar: EU.
Facil não é....mas Deus não dá um fardo maior do que podemos carregar. Torço pra dar certo...