segunda-feira, 23 de junho de 2014

Eu, meu carro e a pastilha de freio.

Eis que esse final de semana estou dirigindo pelas ruas esburacadas de Ribeirão Preto, quando num semáforo parei lentamente e senti um barulho de algo raspando na roda, tipo, um barulho daqueles de causar arrepio, tipo quando alguém raspa a unha na parede? (não sei se alguém tem aflição disso, mas eu surto com isso) Eis que então, ela finalmente apitou – a pastilha de freio.

Esse barulho já era meu conhecido justamente porque os carros do meu pai sofriam sempre desse mal. Teve vezes do barulho ser tão constante que dirigir era uma aventura, porque o frio poderia falhar a qualquer momento.

Depois de alguns anos com o carro, sendo que fiz duas viagens punk com ele no ultimo ano, pensei comigo – bom, acho que tá na hora de trocar. Cheguei em casa, fui lindamente falar para meu pai sobre o ocorrido. Ele me perguntou se o barulho era constante e eu disse que não. E daí ele me fez a pergunta: Você já trocou essa pastilha de freio antes, certo? E qual foi a minha resposta? NO, NEVER! Daí ele mudou sua feição e disse – mas você tem que ver isso logo, porque isso é barato, se você tiver que trocar o disco vai gastar mais.
Hein??? Oi??? Disco?? Sim, eu sou topeira para alguns assuntos de carro. E esperta para outros. Por exemplo, uma vez em Joinville, um amigo meu me botou medo por causa da correia dentada do carro, se ela arrebentasse, eu poderia perder o motor. E detalhe, uma vez indo pra Blumenau, o carro de um colega aconteceu exatamente isso, e como eu não entendia bulhufas, ele teve uma mega dificuldade para parar o carro, e eu lá, super tranquila, nem me ligando do perigo que corria. Enfim, por causa desse meu amigo, troquei a correia dentada do carro, que eu descobri onde ficava e já tá bom demais.

Segundo o site de economia do Estadão,As pastilhas fazem as rodas pararem devido ao contato com o disco de freio. A duração está diretamente ligada à forma de uso. Se for um carro que transita frequentemente dentro de cidades, onde é necessário frear constantemente em engarrafamentos, cruzamentos ou sinais fechados, elas serão gastas em menos tempo.”.

Pensei comigo – acho que a coisa tá feia. Meu pai sempre teve a preocupação de ensinar algumas coisas pra mim e pra minha irmã do meio, para se caso acontecesse alguma coisa, a gente pudesse se virar rapidamente. Mas nada de mecânica avançada. Nem mecânica básica. É o básico, do básico do básico. E ninguém me falou nada da pastilha de frio! Infelizmente, ser mulher tem dessas, por isso que hoje existem mecânicas especializadas em atender mulheres (muitas as donas são mulheres e até tem funcionários mulheres também).
Enfim, logo deixarei meu carro com meu pai para ele fazer o servicinho para minha pessoa. É nessas horas que eu tenho certeza de que tomei a decisão certa de voltar para minha terra querida que me viu nascer. Ninguém consegue viver sozinho. Eu achei que conseguiria, mas não dá não.  

“O recomendando é verificar a situação das pastilhas a cada 10 mil quilômetros.”


To lascada!!!! Meu carro tem mais de 60 mil quilômetros....kkkkkkkk



sábado, 14 de junho de 2014

Justo agora?

02:27
Sábado, 14 de junho de 2014.
E lá se foi a Sexta-Feira, 13 de junho de 2014.
Pensei assim: Porque essa inquietude, essa raiva, essa aflição, essa briga com o mundo, essa vontade de matar um esguelado e vontade de sumir no espaço sideral, justo agora?
Sinceramente, não sei explicar.
Nós, humanos racionais (mas as vezes irracionais) somos assim. Movidos por sentimentos e emoções. E elas as vezes são incontroláveis (o que nos torna as vezes irracionais). E como é complicado quando isso é com o outro, aquele que mora com a gente, que namora com a gente, que vive com a gente, que nasceu com a gente. Lidar com as nossas emoções a flor da pele é fichinha perto disso, e digo porque.
Eu, você, o astronauta da Nasa, sabemos lidar com uma dor de barriga no meio da rua que dá na gente, e sem perspectiva de achar um banheiro. Sabemos como nos virar num outro país que nem sabemos como é o idioma. Sabemos fritar um ovo quando não tem nada pra comer. E isso por mais complicado que seja, sabemos lidar.
Mas quando é o outro que tá com você, no centro da cidade, no meio da muvuca, e sente aquela dor de barriga forte, ou quando num outro país, você conhece o idioma e de repente seu amigo se enfia numa dessas lojas de souvenir e não sabe nada versus nada, tipo nem falar bom dia (acho que isso poderia ser na Russia), ou quando você vai na casa da sua namorada ou namorado e a pessoa não sabe nem acender o fogão (acredite, existem pessoas assim).
É facil criticar, facil zoar, é facil demais apontar o dedo ou até rir da pessoa.
Mas experimenta acontecer o inverso? Ser você a pessoa que passa por apuros. Nossa, te garanto, a raiva vai subir com tanta força que nem você vai acreditar. E ai vem aquela enxurrada de palavras que você nem sabe porque esta falando. Mas logo depois, vem a culpa, a desolação pela raiva sentida. E você descobre que sus frustrações, suas raivas, suas angustias são somente e unicamente sua. Soltar o verbo com o outro, além de ser um ato insano, pode causar efeitos piores do que aqueles que a raiva propociona em nós.
E justo agora, quando estou naquela fase que muitos diriam - meu, to de cara com você - me pego assim, incontrolavelmente louca e insana. E justamente numa sexta-feira treze.

02:42
Sábado, 14 de junho de 2014.
E lá se foi a Sexta-Feira, 13 de junho de 2014.
E lá se foi toda angustia e toda raiva depois de horas quieta no meu canto. E entendi que, minha vida é minha vida, e a sua é a sua. A gastrite quem vai ter sou eu, e não você.
Então - meu, to de cara comigo mesma. Fala sério, que fase, ehn??

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Gostosuras do interior

Estou em fase de readaptação. Morar por quase 8 anos longe da familía e da sua cidade, requer que você redescubra tudo aquilo que por um momento, esteve fora do seu cotidiano. No meu caso, além de tudo isso, tem o fato de ter me mudado de estado, o que significa outra cultura, outros hábitos. Uma das coisas que eu senti mais falta quando me mudei do estado de São Paulo foram as feiras livres. Em Joinville, pelo menos, elas não existiam. Descobri que as feiras livres começaram ainda antes de de Cristo, mas foi na decadencia do Império Romano que elas começaram a ganhar maior destaque, pois nessa época ressurge o comércio na Europa e sua saida do feudalismo. Tinha-se o hábito de produzir o que se consumia, mas também havia a necessidade de outras coisas, o que levou então a troca de mercadorias. As primeiras referências a feiras aparecem misturas com referências ao comércio, às festividades religiosas e aos dias santos. As feiras sempre revelaram um carácter comercial desde o início.  A palavra latina feria, que significa dia santo, feriado, é a palavra que deu origem à portuguesa feira, à espanhola feria ou à inglesa fair. 



Feira livre na Rua Marcodes Salgado, em Ribeirão Preto.
Ela acontece todas as terças-feiras.

Na feira a gente encontra de tudo, mas o mais legal de tudo é o pastel de feira!
Gente, tem coisa mais gostosa do que isso?
Em toda a humanidade, você pode ir na melhor pastelaria das galaxias, mas nunca o pastel será igual ao pastel de feira. Dizem que é uma formula secreta (mas que todo mundo sabe...rs..) que o japa coloca na massa para deixar ela boa demais! E vicia! sim, se vc come uma semana, toda semana vc tem que comer.
Em Ribeirão, a feira mais famosinha é a da Av Portugal, pois acontece aos domingos pela manhã, vira ponto de encontro de um monte de gente, e point de final de balada. Sim, eu mesma já sai de balada e fui direto pra feira, e lá vc encontrava todo mundo que estava na festa, e advinha fazendo o que? Comendo pastel de feira!!!! :D


Barraquinha do Pastel
Esse reencontro com o interior, com o estado de São Paulo tem sido novidade, afinal de contas, morar longe tanto tempo faz com que a gente relembre daqueles momentos simples ou então daquelas coisas gostosas que por vezes a gente esquece, por nossa vida ser tão corrida.