terça-feira, 22 de outubro de 2013

É a vida nesse meu lugar....

Não sei em qual momento isso aconteceu, mas de repente, me dei conta de que me perdi.

Me perdi no tempo, me perdi no desejo, me perdi no impeto de fazer as coisas....me perdi no sem pensar para fazer porque era tudo o que eu queria.
O que mais me incomoda é esse sentimento de me perder. Se eu estava tão "achada" porque resolvi me perder?

Experiencias são diferente, mesmo que iguais. 

Arriscar para conseguir algo melhor....e se deparar com algo que realmente é inconvincente, atrapalha, cansa, e causa uma inquietude de contorcer os olhos.
Essa inquietude se transforma em lagrimas as vezes, se transforma em uma dança louca, se transforma em texto...ou simplesmente se transforma em um simples por que?
Eu sei que é errado querer procurar resposta pra tudo....mas não dá, eu preciso achar uma resposta pra tudo isso....será que você me entende?

É como se você pegasse uma estrada em direção a cidade "x", sem nunca ter ido por ela. Dai, você procura na internet (graças a Deus, pq imagina ficar procurando num Guia Quatro Rodas, não ia rolar), analisa o caminho. Se você tiver GPS então, melhor ainda. 
Você pega a estrada e vai. O começo é estranho, é algo novo, dai você não sabe se olha pra paisagem ou presta atenção na estrada (tá, isso foi pra mim, pq eu faço isso as vezes), mas aos poucos, você se acostuma e tudo se encaixa.
O caminho está indo super bem, você está seguro, indo em frente. Mas dai, o GPS te mostra uma outra estrada. E essa você sabia que existia, mas sei lá, por alguma razão achou que ela não serviria para você. Porém, contudo, entretanto, todavia, dois pontos, você resolve segui-la. Novamente uma estrada nova....só que ela não é tão bonita como a outra, não tem os encantos da outra...ela é cheia de buracos, tem que ficar desviando....até que você chega a conclusão de que você não deveria ter pego essa estrada. 

O problema agora é - como voltar para estrada anterior?


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Em vez disso, viva!

E foi assim, compartilhei uma foto no Facebook hoje que dizia o seguinte:
"Esqueça essa historia de querer entender tudo. Em vez disso, viva."
Coloquei a legenda ainda - Como eu era - antes da virgula; Como eu sou - depois da virgula.
Tudo bem que era depois do ponto, mas acho que deu pra entender.
Por tanto tempo eu fui daquelas que pensava, pensava e pensava e achava que tudo tem um porquê de acontecer. Se eu dobrei a esquina e dei com a cara no poste, tinha um porque. Tinha que entender o porquê disso.
Coisa de gente pirada mesmo - tipo eu - que acha que o mundo conspira 24 horas por dia.
Mas eu acredito que nada acontece por acaso. Ponto. Que o mundo conspira sim! Mas que pode agir quando a gente não consegue ver nada na nossa frente. Ou então quando somos turrões demais para enxergar as coisas.
Já ouviu dizer que a coisa estava na sua frente e você não viu?

Quando me mudei para Porto Alegre, achei que algo cármico estava para acontecer. Sim, afinal de contas, aquela coisa de você querer algo por muito tempo e achar que nunca vai acontecer e de repente acontece e de uma forma que as coisas levaram isso até você, realmente é algo cármico.
Mais cármico ainda foi andar por Porto Alegre, sem nunca ter estado aqui e não se perder. E eu não tenho GPS!!! Saber onde virar, onde ir, tudo!
Dai pensei - ah!!! é aqui que vou ficar rica, que vou casar e ter lindo filhinhos gaúchos.
Mas o tempo foi passando, a vida foi acontecendo e o carma não me mostrou nada, mas nadinha de nada sobre isso. E eu querendo entender porquê o mundo conspirou para isso acontecesse e isso não acontecia. O que estava fazendo de errado????
Simples - não foi o carma que conspirou para isso - era eu quem queria que tudo isso acontecesse, como se eu vivesse no Fantástico Mundo de Bob, e todas as coisas acontecessem como eu quisesse.

Em vez disso, eu vivi. Não da forma que eu imaginei e muito menos da forma que eu queria.

Mas algo mágico e sobrenatural aconteceu. E ai entrou em ação o poder do universo. 

Aquela que antes não cogitava a hipótese nem em sonho de voltar pra Ribeirão Preto, aquela que achava normal ficar longe da família e dos amigos, aquela que achava normal viver a vida sozinha, se transformou na pessoa que entendeu que Ribeirão Preto é a cidade onde ela nasceu e é lá onde estão as suas raízes e isso não tem como mudar, entendeu que ninguém é feliz sozinho por mais que muita gente acredite nisso, que família e amigos se tem pro resto da vida mas que é uma delicia te-los por perto a qualquer momento e, principalmente, se sentir amada, querida e admirada mesmo isso sendo algo novo na sua vida mas que se tornou parte do seu ser (quer dizer, aprendeu a receber elogios, a receber amor e sentir que tudo aquilo era verdadeiro).

E quer saber: ninguém está ou é sozinho nessa vida. E se sentir sozinho meus queridos, é o pior sentimento e sensação do universo.

E o Rio Grande do Sul conseguiu essa proeza de me fazer ver e entender a minha vida.

E nem quero entender tudo, apenas quero viver!

Porque meu amigo, mesmo que você não acredite, nada acontece por acaso!