Baita frio hoje!
Semanas atras dei treinamento para um grupo de representantes que estão iniciando o trabalho na empresa. Eles eram de vários pontos do Rio Grande do sul e conversar com eles no intervalo foi muito interessante.
Descobri que realmente tem muito alemão no Rio Grande (bem como italianos e até holandeses). E que esses alemães são aqueles que tem um fundo racista. Numa cidade que não me lembro qual, eles me disseram que na praça da cidade, cada cultura tem sua barraca de comida durante uma festa da cidade. Menos os negros. A prefeitura da cidade teve que fazer uma lei municipal para que eles pudessem ter sua barraca lá também. Ouvi também a respeito dos gringos, os italianos do Rio Grande do Sul. Esses sim são aqueles que ficam com as bochechas vermelhas quando faz frio ou quando estão nervosos. E lógico, falam alto e nervosos. Bem típico. Ah, e tem a parte boa do alemão, que isso eu já tinha aprendido em Santa Catarina - é difícil de chegar perto deles. Mas se você consegue, eles te dão até a chave da casa deles.
Mas aos poucos vou percebendo que aquela história toda de que o Rio Grande do Sul é um outro país, é verdade. Para eles existe o Brasil e o Rio Grande. O brasileiro e o gaúcho.
Hoje mesmo, acordei com um buzinaço. Não sei qual o motivo, mas tudo me leva a crer que era por conta do Gre-Nal que teve hoje. Me senti na Inglaterra na era dos Hollingans. è briga pura. Aqui não tem aquela coisa do tipo, - ah, eu me simpatizo pelo time tal. Não! Você é torcedor ou não é torcedor.
Descobri que em uma cidade chamada Veranópolis, tem um restaurante giratorio, inspirado naquele que tem no Canadá. Vou ver se consigo ir lá, pois pelo menos é perto daqui. Não é tão longe como São Miguel das Missões. Viagem de 6 horas e meia de carro que eu ainda vou fazer. Afinal, pra uma nerd que é fissurada em Geografia e História, estar perto de um monte de lugares e cidades que aprendi na escola, tenho mais é que aproveitar.
E no final das contas, mesmo com lugares incríveis para se conhecer, bate a saudade de Ribeirão Preto. Bate a saudade de Joinville. Acho que nunca me senti tão paulista como aqui no Rio Grande do Sul...rs..
Hasta!
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