Todo dia é sempre a mesma coisa.
A primeira coisa que eu penso na hora que eu me desperto é: hoje eu não vou dormir tarde.
Mas dai, as horas vão passando, os minutos vão contando e quando em dou conta são quase meia noite e eu nem terminei de fazer metade do que eu gostaria de fazer - na verdade, nem eu sei o que seria isso, afinal eu chego, ligo a tv, deixo ela no mudo e fico no computador.
A TV se tornou a minha companhia das noites de Porto Alegre. Deixo ela ligada porque dá a sensação de ter alguem em casa. bizarro isso, não é? Mas como já dizia minha amiga Ysa, eu sou bizarra.
Bem, voltando ao assunto - dormir cedo - isso nunca me pertenceu.
Segundo consta a historia da minha vida, quando pequena, um aninho mais ou menos, não deixava meus pais dormirem. Me levaram no pediatra e o cidadão receito meio Lexotan pra mim. Bom né? Sim, se o remedio tivesse feito efeito. Ele fez efeito ao contrario e minha mãe não me afogou porque ela me ama muito.
Foi então que minha saga noturna começou. Sempre estudei a noite, sempre rendi melhor a noite, sempre tive as melhores ideias a noite, sempre os melhores filmes são a noite. A vida acontece melhor a noite.
Certa vez, conheci a sogra de minha tia que mora em Santo Andre. A senhora trocou o dia pela noite. Enquanto a gente brincava na chacara dela em Atibaia, a senhora dormia. E quando a gente ia dormir, ela acordava.
Gente, eu achei isso o máximo!!!!!
Voltei pra Ribeirão e fiz a mesma coisa! E foi péssimo!!!
Já dormi mais de 15 horas direto. Já dormi 3 horas numa noite. Já fiquei 24 horas sem dormir.
Hoje, eu durmo de 5 a 6 horas por noite. É uma luta pra acordar. Mas as vezes temos que aceitar os fatos:
Eu devo ser descendente de vampiro - que odeia o dia e ama a noite.
Boa noite!
Seis Anos Atrás: Eu conhecia Joinville apenas por nome. Nem fazia ideia do que era a cidade, e sinceramente, nem perto de onde ficava. Dias Atuais: Paulista de coração, Catarina por opção. Dias mais atuais ainda: Milagres acontecem - voltei pra Ribeirão Preto
terça-feira, 16 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Um pouco da mãe, um pouco do pai
Minha vida no Rio Grande tem me feito pensar em muitas coisas que já aconteceram comigo mas até então acho que nunca interferiram na minha vida.
Como por exemplo, minha compulsividade de querer ter as coisas e ao mesmo tempo pensar que é uma coisa surperflua ou então deixar para depois.
Ontem fui comprar um aparelho de jantar. Tudo pré calculado.
Tive um chá de bebe de uma das minhas meninas do televendas, e pela primeira vez em 4 meses, me perdi completamente. Se fosse em Porto Alegre ainda teria a desculpa, mas em Cachoeirinha???? Resumo da opera: depois de ficar quase uma hora e meia perdida, desisti e voltei (que nem sei como consegui achar o caminho de volta) e parei no super shopping que tem em Cachoeirinha, e foi lá, passeando, que eu me lembrei do aparelho de jantar que eu tinha visto uma semana antes na Camicado em Novo Hamburgo, mas não comprei pq meu cartão da Renner não tinha senha, e pra comprar primeiro eu tinha que fazer isso. Então fui lá e mais fácil do que eu pensava, troquei meu cartão.
Passei no Big, fiz minhas comprinhas básicas de sábado vim pra casa e fui conferir se no shopping que eu pretendia ir, tinha a Camicado. E é nesse momento que me vi um pouco da minha mãe e um pouco do meu pai.
Meu pai é um cara sonhador. Ele sempre quis dar o melhor pra gente e quando eramos crianças, eu e minha irmã do meio tivemos tudo de bom e do melhor. Morávamos numa casa grande e muito legal, mas como era perto de uma avenida movimentada, a gente não podia brincar na rua. Mas com o passar dos anos, ele perdeu muita coisa e com isso nosso padrão de vida mudou, mas mesmo assim, a gente passou bem todos os anos. Ele sempre foi impulsivo. Se ele podia, ele fazia, não esperava. Se ele queria comprar, ele ia e comprava.
Minha mãe sempre foi uma pessoa retraida. A mãe que eu conheço, não a pessoa que ela é. Ela sempre gosta de falar que sempre se sustentou, que comprava joias, que trabalhava muito bem. Mas que por acaso do destino, ela teve que parar de trabalhar e desde então ela é dona de casa. Esse parar de trabalhar por muitos anos ela jogou em cima de mim. Eu tinha 8 meses. Sempre foi medrosa. Nunca da um passo maior que a perna e faz milagre com a aposentadoria dela. Ela não arrisca. Ela primeiro contabiliza pra depois avançar.
Quando entrei na loja, eu já sabia o que eu queria e não adiantava me mostrar mais nada. Meu alvo já estava definido. Achei meu aparelho de jantar e fui depois olhar a loja. Antes de sair de casa, eu calculei quanto ia dar, se estaria dentro do meu orçamento. Na loja, me senti poderosa, como se seu tivesse o dinheiro do Bill Gates e pudesse fazer e comprar o que eu quisesse. Peguei vários itens a mais, mas na hora de pagar, deixei tudo e comprei só o aparelho de jantar.
Saindo da loja, vindo pra casa, analisei essa coisa que me deu, esse sentimento ou pensamento, não sei, sobre isso. E pude perceber que tenho uma mistura dos dois, mas aprendi a ser como a minha mãe. Tendo um pouquinho do meu pai. Me ser viu de lição pra não deixar pra amanhã o que podemos fazer hoje. Ah, mas era só um aparelho de jantar. Não, a coisa não era o aparelho de jantar, mas sim a historia do aparelho de jantar.
Ai ai, noite filosófica essa minha. Devaneios são assim!
Postando ao som de Munford & Sons, The Lumineers e Phillip Phillips.
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